É muito tanto pra pouco tanto. 
Muito não pra pouco sim. 
Muita coisa pra pouco tempo.

Muito pouco pra pouco muito.

It’s about misunderstandings between people and places, being disconnected and looking for moments of connection. There are so many moments in life when people don’t say what they mean, when they are just missing each other, waiting to run into each other in a hallway.

Sofia Coppola (trying to explain what Lost In Translation is about)

(via infinitycat)

Ombro

Ombro de vó
Ombro de mãe
Ombro de pai
Ombro de amigo.

Lugares do outro onde podemos descansar
Relaxar e serenar
Uma forma de apaziguar as tormentas da mente, do coração
e do ser.

Porém uma hora
o pescoço inflama.
A bochecha sangra.
E questionamo-nos
Se fomos feito um para o outro.

Cegueira Tão Adorável.

É engraçada esta dimensão que temos sobre a vida. Nesta semana me aconteceu simples coisas que aposto que muitos outros resolveriam de forma simples. Claro, sou capaz de enxergar o concreto. Mas não dá pra negar que acabamos dimensionando a realidade para uma escala totalmente exagerada. O problema de viver no exagero está justamente no significado disso. É extremo demais, arriscado demais, intenso demais.

Exaustão exagerada.
Exagerada exaustão.

Eu não escrevo porque quero,
porque desejo.
Escrevo porque necessito,
porque não mereço.

Eu não escrevo porque quero glória
Nem muito menos para ter riqueza
Escrevo para que o papel seja minha memória
Depósito de minhas tristezas

Eu não escrevo para ser entendido
Não faço poesia para agradar
Trago comigo a infelicidade de ser incompreendido
Carrego uma alma que não sabe amar

Eu não escrevo para iluminar o universo
Não sou capaz de encher o mundo de alegria
Escrevo para que sintam em cada verso
A dor que carrego em minha poesia.

Não escrevo, Otávio L. Azevedo   (via miccies)

(via miccies)